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A FILOSOFIA COMO EXERCÍCIO DE ABERTURA AO NÃO-IDÊNTICO:

Uma leitura a partir da Dialética Negativa de Theodor Adorno

Olmaro Paulo Mass

Na presente obra o autor desenvolve uma exposição acerca da filosofia como exercício de abertura ao não-idêntico, a partir da Dialética Negativa de Theodor Ludwig Wiesengrund-Adorno. Nessa senda, visa compreender as principais contribuições e concepções filosóficas do seu pensamento, destacando a importância da autonomia alicerçada na interdisciplinaridade da teoria crítica. O pensamento de T. W. Adorno requer que a filosofia desempenhe seu principal papel: o efetivo exercício crítico e uma rigorosa compreensão da realidade por meio do pensamento dialético que preserva em sua essência a negatividade. Esse estudo analisa criticamente como se gestou, no seio da sociedade, a vida banalizada [danificada], as diversas formas de violências, e como a vida tornou-se objeto passível de administrabilidade, sob o imperativo da racionalidade técnico-científica que, na concepção adorniana, possui sua identidade conceitual e sua expressividade na sociedade contemporânea. Os processos de instrumentalização da razão e suas consequências foram e são desastrosas no decorrer dos séculos XX e XXI: o fim das utopias, a produção da vida danificada exposta, ou posta à disposição de um poder que a torna mero produto de descarte, por meio de dispositivos e de estratégias de poder do controle das massas. A filosofia adorniana, diante desse maciço de catástrofes presenciadas pelo anjo da história benjaminaino, pretende dar voz ao pensamento crítico da dialética negativa e, assim, abrir-se ao não conceitual para realizar uma nova experiência filosófica de resistência ao conhecimento instrumentalizado. Enfim, o pensamento crítico tem sua expressão na não identidade da negatividade enquanto instrumento para aproximar-se do não conceitual, potencialidade da dialética negativa.

188p.

ISBN – 978-65-87424-64-4

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