Alteridade do não-idêntico: um diálogo entre Adorno

e Levinas para uma crítica da violência

Renata Guadagnin

Quando dois autores do porte de Emmanuel Levinas e Theodor Wiesengrund Adorno são convidados a conversar através de suas heranças, alguma coisa acontece. Quiçá um concerto musical que mobiliza dos espectadores – dos leitores – o melhor de seu repositório histórico e intelectual exatamente no redemoinho visível das agruras do presente. O fio de resgate ancestral daquilo que dá o que pensar hic et nunc, o abissal volume e potência de recursos que são mobilizados a partir de categorias como Alteridade e Não-identidade, as tradições filosóficas imbricadas pela nervurada linguagem em processo de intersecção contrapontística, tudo isso soa inicialmente assustador.

E, todavia, há que assumir a Alteridade do não-idêntico: um diálogo entre Adorno e Levinas para uma crítica da violência responsabilidade – há que assinar derridianamente o resultado – de um tal concerto soi disant inédito na normalidade do horizonte do estabelecido (Ricardo Timm de Souza)

196p.

ISBN – 978-65-87424-13-2